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14/06/2018 18:36 esportes.r7.com

Memórias 11: um resumo de todas as partidas de abertura da Copa

 
O lindo Luzhniki de Moscou

O lindo Luzhniki de Moscou

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Começou apenas em 1966, na sua oitava edição, enfim organizada pela Inglaterra, oficialmente considerada a inventora da Futebol, a tradição de a Copa do Mundo se iniciar com uma celebração formal de abertura. Então, no seu templo sagrado de Wembley, e na presença da rainha Elizabeth II, a dona da casa recebeu a equipe do Uruguai e impactou a monarca pela violência dos seus súditos em ação, mais agressivos até que os famigerados rivais.

Na Inglaterra/66, violência na abertura

Na Inglaterra/66, violência na abertura

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Antes, do Uruguai/30 ao Chile/62, houve abertura com oito combates na mesma data, e em oito cidades diversas, na Itália/34 e na Suécia/58. Em 66 e no México/70, aliás, o anfitrião inaugurou a competição. Da Alemanha/74 ao evento de 2002, Coréia do Sul e Japão, coube a primazia ao detentor do título. Daí, uma outra vez, desde a disputa na Alemanha, em 2006, até o Brasil/2014, o país anfitrião mereceu o nobre privilégio de capitanear a festança.

No Brasil/2014, Neymar diante da Croácia

No Brasil/2014, Neymar diante da Croácia

FIFA

Detalhe: na presente era de partida única, da Inglaterra à Rússia que, nesta quinta-feira, 14 de Junho de 2018, pega a Arábia Saudita no seu lindo Estádio Luzhniki, Moscou, 80.000 lugares disponíveis, nunca, jamais, qualquer uma das seleções da abertura subiu ao topo do pódio. Eis um resumo dos inícios dos vinte eventos, cerimoniais ou triviais, já realizados.

Uruguai 1930

Uruguai 1930

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URUGUAI/30 (13 Nações)
Todos os palcos da primeira Copa ficavam na capital, em Montevidéu. Em homenagem ao inspirador Jules Rimet, na primeira pugna, em 13 de Julho, no campo de Pocitos, perante mirrados 998 pagantes, por 4 X 1 a França bateu o México. Na mesma data, no Parque Central, diante de mais gente, 10.000 espectadores, os EUA ignoraram a Bélgica, 3 X 0. Apesar do triunfo, a França não seguiu na competição. Os norte-americanos levaram o bronze.

Itália 1934

Itália 1934

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ITALIA/34 (16 Nações)
Absurdo, os oito prélios simultâneos em 27 de Maio. Ao menos a Itália concentrou as atrações da platéia de Roma, no Estádio Partido Fascista (e que nome!), 7 X 1 sobre os norte-americanos, 44.800 pessoas. A Itália foi campeã.

França 1938

França 1938

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FRANÇA/38 (15 Nações)
E finalmente uma Copa na pátria de Rimet. Naqueles idos a FIFA havia crescido bastante. Dos 47 afiliados de 1930, aos 58 das vésperas de II Guerra, cujo espectro interferiu na designação dos adversários da peleja de abertura. Com medo de futuras represálias, a FIFA concedeu prioridade à Alemanha, em 4 de Junho, empate medíocre de 1 X 1 com a Suíça no Parc des Princes de Paris, 30.000 pessoas. As regras daquele tempo não pressupunham a existência da prorrogação e dos penais. Em outro prélio, no dia 9, a Suíça sobreviveu com certo sossego, 4 X 2, plateia igual no mesmo estádio da Cidade Luz. Com quase o mesmo elenco, a Italia levou o bi.

Brasil 1950

Brasil 1950

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BRASIL/50 (14 Nações)
Natural que o dono da casa estivesse presente no cotejo que oficialmente inaugurou o Maracanã, o maior estádio do planeta naqueles idos, 4 X 0 sobre o México, 81.700 espectadores, em 24 de Junho. De todo modo, mesmo sem sair do Rio e mesmo um favorito desembestado, o elenco do Brasil soçobrou na final, o Maracanã pasmado e silencioso, Uruguai 2 X 1.

Suíça 1954

Suíça 1954

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SUÍÇA/54 (16 Nações)
Quatro duelos numa mesma data, 16 de Junho. E nenhum com a anfitriã da Helvécia. No La Pontaise de Lausanne, 25.000 presentes, Iugoslávia 1 X 1 França. Em Genebra, Les Charmilles, 17.500, Brasil 5 X 0 México. No Stade Zurich, 25.000, Áustria 1 X 0 Escócia. No Wanksdorf de Berna, a aparição do detentor Uruguai, 2 X 0 na Tchecoslováquia. Final: Alemanha 3 X 2 Hungria.

Suécia 1958

Suécia 1958

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SUÉCIA/58 (16 Nações)
De novo, como na Itália/34, oito partidas no mesmo 8 de Junho. Na principal, a solene, com a presença do seu rei Gustavo Adolfo VI, em Solna, Estocolmo, 48.000 pessoas, Suécia 3 X 0 México. Dentre os desafios das outras seleções, em Udevalla, por 3 X 0, o Brasil sobrepujou a Áustria. Acabaria campeão.

Chile 1962

Chile 1962

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CHILE/62 (16 Nações)
Quatro partidas em 30 de Maio, inclusive com o anfitrião e com o detentor. No Nacional de Santiago, a solene, para o público de 65.000 pessoas, Chile 3 X 1 Suíça. E, no Sausalito de Viña del Mar, platéia de 11.000, Brasil 2 X 0 México. Com praticamente o mesmo elenco, o Brasil conquistaria o bi em Santiago. Pelé se lesionou. Porém, Mané Garrincha muito mais do que fulgurou.

Inglaterra 1966

Inglaterra 1966

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INGLATERRA/66 (16 Nações)
Além da rainha Elizabeth e do seu consorte, o príncipe Philip, 87.000 testemunharam a pancadaria comandada pelo volante Nobby Stiles, apelidado de “Butcher”, ou “Carniceiro”. Para mais se tornar ameaçador, ele tirava da boca a sua prótese dentária dos dois incisivos. Foi a abertura mais feia de todas, e na Copa mais abrutalhada da sua História. Obviamente, com a Inglaterra campeã, numa decisão polêmica, 4 X 2 sobre a Alemanha.

México 1970
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MÉXICO/70 (16 Nações)
Altitude de 2.250m, ar rarefeito, sol a pino, um absurdo de confronto programado para as 12h00. No Azteca da capital, 107.000 espectadores ruidosíssimos, a nervosa equipe da União Soviética se arrastou no gramado e, de todo modo, arrancou um empate, 0 X 0, aos ineficientes hospedeiros. O Brasil, que chegou ao altiplano cerca de dois meses antes daquele 31 de Maio, pôde se aclimatar adequadamente e abocanhou de vez a Jules Rimet, 4 x 1 sobre a Itália. O cambaleante México não ultrapassou as quartas.

Alemanha 1974
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ALEMANHA/74 (16 Nações)
Uma Copa com um formato bizarro. Uma segunda fase de grupos ao invés dos clássicos mata-matas. O Brasil inaugurou a competição no Waldtsadion de Frankfurt, 62.000 pessoas e um empate horroroso de 0 X 0 com a Iugoslávia. Alemanha campeã. Brasil atrás da Polônia, 0 X 1 na briga pelo bronze.

 
Argentina 1978
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ARGENTINA/78 (16 Nações)
Idêntico formato ao da Alemanha/74. Em 1º de Junho, no Monumental de Nuñez de Buenos Aires, 67.000 pessoas, a detentora do título estacionou frente a Polônia, 0 X 0. As duas seleções empacariam na segunda fase de grupos. Numa competição polêmica, por causa das críticas generalizadas à virulência da repressiva Ditadura Militar do General Jorge Videla e outros comandantes, a esquadra platina arrebatou a taça numa prorrogação, 3 X 1 sobre a Holanda. Brasil em terceiro, 2 X 1 sobre a Itália na luta pelo bronze.

Espanha 1982
Arquivo Pessoal SL

ESPANHA/82 (24 Nações)
Um formato ainda mais insólito, uma primeira etapa de seis grupos de quatro seleções, que daí se transformavam em quatro chaves de três. Na abertura, no Camp Nou de Barcelona, 102.000 pagantes, inesperadamente a Bélgica carimbou as faixas da Argentina, 1 X 0, em 13 de Junho. Como a dona da casa, a então campeã ficou no caminho e nem atingiu as semis. Idem, o Brasil. Desacreditadíssima, a Itália conquistou o título, 3 X 1 contra a Alemanha.

México 1986
FIFA

MÉXICO/86 (24 Nações)
Felizmente a FIFA acabou com a segunda fase de grupos. E, infelizmente, para que 24 equipes se tornassem 16 nos mata-matas das oitavas, inventou que as quatro melhores terceiras das seis chaves permanecessem na competição. A abertura, tenebrosa, de certa maneira simbolizou toda a bizarrice da escolha. Em 31 de Maio, no Estádio Azteca, 100.000 espectadores, Itália 1 X 1 Bulgária. Salvaram-se ambas. Nas oitavas, porém, com resultados iguais de 2 X 0, perderam da França e do México e se despediram. Na grande e empolgante decisão do ouro, a Argentina bateu a Alemanha, 3 X 2.

Itália 1990
FIFA

ITÁLIA/90 (24 Nações)
Mesmo com uma derrota surpreendente, para Camarões, na peleja de abertura, 0 X 1 no Giuseppe Meazza, Milão, 73.800 pessoas, a Argentina se recuperou e prosseguiu até a final, no Olímpico de Roma, a vingança impiedosa da Alemanha, 1 X 0, com a clara ajuda da arbitragem.

EUA 1994
FIFA

ESTADOS UNIDOS/94 (24 Nações)
Em outra pugna patética de tão ruim, no Soldier Field de Chicago, 63.100 espectadores, a Alemanha padeceu para suplantar a fragilíssima Bolívia, bastante prejudicada pela exclusão de Marco Etcheverry, que acabara de entrar. Na primeira decisão por penais da História, depois de torturantes 0 X 0 nos 120’ regulamentares, o Brasil bateu a Itália, 4 X 3.

França 1998
FIFA

FRANÇA/98 (32 Nações)
Afortunadamente, a FIFA desistiu da excrescência das 24 seleções e da obrigatoriedade de promover as melhores terceiras. Com 32 equipes em oito grupos se pôde montar naturalmente o emparceiramento da etapa subsequente. A abertura, em St.-Denis, Paris, à frente de 75.000 pagantes, o Brasil ganhou da Escócia, 2 X 1. Na decisão, porém, como consequência do episodio que envolveu Ronaldo, desabou diante da anfitriã, 0 X 3.

Coréia do Sul & Japão 2002
FIFA

CORÉIA DO SUL & JAPÃO/2002 (32 Nações)
Em 31 de Maio, no Seul World Cup Stadium da Coréia, 62.600 pessoas, provavelmente a pugna de abertura de resultado mais chocante da História da Copa. Senegal 1 X 0 França. E a França favorita a um bi autêntico. A final ocorreu no Japão, Brasil 2 X 0 Alemanha, graças a um resgatado Ronaldo.

Alemanha 2006
FIFA

ALEMANHA/2006 (32 Nações)
Normas modificadas pela FIFA. Um país ganhador não mais se qualificava, automaticamente, para a competição subsequente. E também não mais garantia o privilégio de realizar a abertura, primazia entregue à seleção anfitriã. Em 9 de Junho, na Allianz Arena de Munique, a equipe tedesca chegou a se assustar com a boa performance da Costa Rica, uma livre-atiradora, mas ganhou de 4 X 2, para a alegria dos seus 66.000 torcedores. Ironia, em 4 de Julho, no WM Stadium de Dortumund, a desacreditada Itália conseguiu empurrar a Alemanha até a prorrogação, nos 120” derradeiros cravou o placar de 2 X 0, chegou à decisão e, então, bateu a França nos penais por 5 X 3.

África do Sul 2010
FIFA

ÁFRICA DO SUL/2010 (32 Nações)
Ainda que diante de 84.500 espectadores, o Soccer City de Johannesburgo abrigou um jogo bem sonolento entre a anfitriã e o México, 0 X 0. Na fase de grupos, a seleção da casa ficou atrás do Uruguai e do time azteca e não se classificou. Nas quartas, o México perdeu da Argentina, 1 X 3. Título inédito da Espanha, que perdeu da Suíça na estreia, 0 X 1, mas ainda se qualificou à frente do Chile, da equipe helvética e de Honduras. Daí, nos mata-matas, alinhavou quatro sucessos pelo mínimo placar de 1 X 0. Na final. contra a Holanda, aliás, o gol crucial apenas surgiu na prorrogação.

Brasil 2014
FIFA

BRASIL/2014 (32 Nações)
Orientado por Luiz Felipe Scolari, seu treinador no título de 2002, o Brasil começou a sua segunda versão da Copa na novíssima Arena Corinthians, vitória sobre a Croácia, em 12 de Junho, 3 X 1, um público de 62.163 torcedores, a então lotação integral da casa do alvinegro paulista. Em 8 de Julho, porém, sofreria a pior goleada da história, no Mineirão, Alemanha 7 X 1. A Alemanha que levaria a taça contra a Argentina, 1 X 0 na prorrogação.

PS: E estas "Memórias" aqui se encerram, 11, número bem adequado...


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